Missa do Crisma no Santuário Bom Jesus

Local:
Data: 31 de Marco de 2026
Horário: das 18h às 21h

Descrição do Evento

Santuário Senhor Bom Jesus sedia pela primeira vez a Missa do Crisma da Arquidiocese de Curitiba

Campo Largo viveu, na noite do último dia 31 de março, um dos momentos mais significativos de sua trajetória religiosa ao sediar, pela primeira vez, a tradicional Missa do Crisma, também conhecida como Missa dos Santos Óleos, realizada de forma inédita fora da Catedral da Arquidiocese de Curitiba. A celebração ocorreu no Santuário Senhor Bom Jesus e reuniu mais de 250 padres e fiéis vindos de diversas paróquias da arquidiocese, com público superior a duas mil pessoas.

Presidida pelo arcebispo metropolitano de Curitiba, Dom José Antônio Peruzzo, a missa foi marcada por forte espiritualidade, comunhão e significado pastoral. Tradicionalmente celebrada na Catedral de Curitiba durante a Semana Santa, a transferência da cerimônia para Campo Largo neste ano evidenciou a relevância do Santuário Senhor Bom Jesus e da comunidade católica local no contexto arquidiocesano.

A Missa do Crisma é uma das celebrações mais solenes do calendário litúrgico católico. Nela, o bispo se reúne com o clero e com o povo de Deus em torno da Eucaristia, manifestando de forma concreta a unidade da Igreja particular, isto é, da diocese ou arquidiocese.

Durante a celebração em Campo Largo, esse simbolismo foi reforçado pelas palavras de Dom José Antônio, que comparou o encontro ao “cenáculo” da Arquidiocese de Curitiba, em referência ao local bíblico da Última Ceia e à origem da missão apostólica. “Esta paróquia é o nosso cenáculo. Que possamos ser gratos ao Senhor pelo dom do sacerdócio, gratos ao Senhor pelos padres que temos; é a grande família que se reúne.”

Um dos momentos centrais da celebração foi a bênção dos Santos Óleos e a consagração do Santo Crisma, que serão utilizados ao longo de todo o ano nas celebrações sacramentais em toda a arquidiocese.

Foram abençoados o Óleo dos Enfermos, utilizado no sacramento da Unção dos Enfermos, para alívio e fortalecimento espiritual e corporal dos doentes; o Óleo dos Catecúmenos, empregado na preparação dos batizandos, simbolizando força e sabedoria para a caminhada cristã; e o Santo Crisma, o mais solene dos três, usado em sacramentos e ritos como o Batismo, a Crisma, a Ordenação Sacerdotal e Episcopal, além da dedicação de igrejas e altares.

A consagração do Crisma foi marcada por gestos de forte significado litúrgico, como o sopro sobre o óleo, simbolizando a ação do Espírito Santo, e a mistura do perfume, que remete à plenitude da graça e à missão do cristão de exalar a presença de Cristo no mundo.

Para o reitor do Santuário Senhor Bom Jesus, Padre Maurício Gomes dos Anjos, a celebração ganha ainda mais força pelo momento vivido pela comunidade, que se prepara para o jubileu de 60 anos da elevação do Santuário à condição de paróquia, a ser celebrado em janeiro de 2027.

Segundo ele, acolher a Missa do Crisma neste contexto representa não apenas uma honra, mas também um reconhecimento da caminhada de fé, evangelização e serviço construída ao longo das décadas em Campo Largo. “A Missa do Crisma expressa, de forma singular, a unidade da Igreja, reunindo o bispo, o clero e os fiéis em torno da Eucaristia, fortalecendo a caminhada pastoral e evangelizadora. Em Campo Largo, este significado ganhou ainda mais força, ao transformar o município no centro da vida litúrgica arquidiocesana neste importante tempo da Semana Santa.”

A celebração foi aberta à participação dos fiéis e também transmitida pelos canais de comunicação da Arquidiocese de Curitiba, permitindo que ainda mais pessoas acompanhassem o momento.

 

Homilia destacou compaixão, missão e serviço

Além do caráter litúrgico e sacramental, a celebração também foi marcada por uma forte mensagem pastoral transmitida na homilia. Dom José Antônio Peruzzo conduziu uma reflexão centrada na unção como chamado ao serviço, enfatizando que ser ungido por Deus significa ser enviado para ir ao encontro da dor humana, levar esperança e exercer a compaixão de forma concreta.

A mensagem reforçou que a missão da Igreja não se limita aos espaços sagrados, mas se estende às periferias humanas, sociais e espirituais. “Se nas nossas comunidades houver quem padece, os ungidos da comunidade são convidados a compadecer-se. Quem foi enviado por Deus não se confina, porque os espaços de Deus não são apenas os sagrados; ele vai até onde a dor chegou.”

A reflexão deu o tom pastoral da celebração e reforçou o sentido da Semana Santa como tempo de renovação da fé, do compromisso missionário e da proximidade com os que mais sofrem.

Além da reflexão proposta na homilia, a celebração teve outro momento de grande significado, que foi a renovação das promessas sacerdotais, quando os padres presentes reafirmaram publicamente, diante do arcebispo e dos fiéis, os compromissos assumidos no dia de sua ordenação.

Na liturgia, Dom José Antônio dirigiu-se ao clero com a pergunta tradicional da celebração: “Querem vocês renovar as promessas que um dia fizeram perante o seu bispo e perante o povo santo de Deus?”. Em resposta, os sacerdotes reafirmaram coletivamente o desejo de permanecer unidos a Cristo, fiéis ao ministério e dedicados ao serviço da Igreja. O rito é considerado um dos pontos mais emocionantes da Missa do Crisma e expressa a comunhão entre o bispo e seus presbíteros, renovando a missão pastoral de cada padre.

Fotos: Fotopar


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